Mercado Imobiliário:um ano para recuperar

O setor tem motivos para otimismo em 2016

Durante anos e décadas, de certa forma, o Mercado Imobiliário ditou regras e costumes. O mercado "nadava de braçadas" em uma economia forte. Ou seja, o que se lançava, vendia. Isso fez com que valores ficassem mais elevados, custos mais altos e um setor supervalorizado. Não chegou a ser a bolha, mas as consequências foram inevitáveis. A economia se retraiu e as vendas ficaram aquém do que eram.

O ano de 2015 não foi dos melhores. As vendas tiveram queda após queda, os lançamentos se estagnaram.

A falta de lançamentos jogou refletores para os estoques. Campanhas e mais campanhas das empresas-imobiliárias, construtoras e incorporadoras - fizeram com que o setor descobrisse caminhos interessantes.

Se as vendas não eram as mesmas de cinco anos antes, a palavra de ordem foi negociação. O comprador tomou as rédeas da situação e ficou com a faca e o queijo na mão. Tinha-se poder de compra, conseguia preços melhores. Isso, de certa forma (de novo), fez com que o mercado voltasse a um tempo em que a regra era o melhor para ambos os lados.

Os donos de imóveis, as imobiliárias, construtoras e incorporadoras passaram a conversar mais, ouvir mais, procurar acerto, o negócio. Efim, o cerne que sempre fez do meercado imobiliário forte. O diálogo voltou a ser a tônica e todos ganharam. O comprador ganhou poder e o vendedor encontrou um caminho interessante.

O inquilino pode negociar e o proprietário que não quis ver seu imóvel vazio, ouviu e atendeu, chegando às partes a um bom consenso. O investidor passou a ver que, se tinha dinheiro, podia comprar para o futuro.

Se há uma coisa de positiva que o mercado tira de 2015 é que negociar foi,é, e sempre será a resposta.

Era assim no passado e voltou a ser.

E 2016?- A normalidade deve ser a tônica para o próximo ano. Pasada a tempestade, vem à tranquilidade.

Para 2016, muitas coisas boas estão por vir. Afora qualquer senário político, o Brasil sabe vencer suas guerras. Superar grandes tormentas, como inflação, dívida interna crescente, ditaduras, golpes e mostrarque só isso só deixa a economia vacinada contra qualquer problema.

E o cenário não é diferente de anos anteriores, com muitas perspectivas mas com os pés no chão, sempre. Nossa economia já deu sinais que não se dobra fácil. Pode ser que o cenário não é á totalmente positivo, mas a volta do crescimento não é imposível. Passados os momentos ruins, principalmente políticos, a tendência é de crescimento.

O programa Minha Casa, Minha Vida é um importante caminho para o fim do déficit habitacional, que vem caindo gradativamente ano a ano. Está longe da solução, mas o caminho está trilhado e não há volta.

Recentemente foram anunciadas novas mudanças, que fazem com que o programa tenha um cenário de alta e, consequentemente, o mercado imobiliário como um todo.

Se durante o ano, o governo mudou as regras do financiamento habitacionais com bases no FGTS e na poupança, por intermédio da Caixa, os bancos privados logo se mostraram opção interessante. Houve crescimento no volume de negócios feitos por instituições particulares, o que deve aumentar em 2016.

No caso dos novos empreendimentos, como ainda há muito estoque remanescente, a tendência é que esses produtos sejam escoados em maior número. Os lançamentos devem acontecer de forma mais pontual, em bairros com maior demanda e menor estoque, ou quando os estoques forem vendidos.

Portanto, é de se esperar um 2016 mais cauteloso, mas não estagnado. O ano promete uma economia em recuperação, assim como mercado.