Mercado Imobiliário mostra reação do setor

São Paulo registra 12 mil imóveis vendidos no 1º semestre.

Os resultados do primeiro semestre comprovam reação do Mercado Imobiliário. De acordo com o Sindicato da Habitação-Secovi, nos primeiros seis meses de 2018, foram comercializados 12.001 imóveis residenciais na cidade de São Paulo, 52,1% acima do registrado no mesmo período de 2017, quando as vendas totalizam 7.888 unidades.

Desde quando iniciou a crise econômica do País, em 2013, esse foi o melhor resultado e se aproxima da média histórica de vendas do primeiro semestre, 12,4 mil unidades, calculada no período de 2004 a 2008.

Os imóveis mais procurados no mercado foram às unidades de 2 dormitórios, com 67% das vendas, área útil inferior a 45m², foi de 58% e na faixa de preço de até R$ 240 mil, 47%.

"O forte ritmo de crescimento das vendas neste primeiro semetre de 2018 está diretamente relacionado à procura do público por imóveis econômicos e compactos, cujos valores são mais acessíveis, às taxas de juros mais reduzidas e à demanda muito intensa", avalia Flávio Prando, vice-presidente de intermediação imobiliária e marketing do Secovi-SP. Além disso, no primeiro semetre do ano passado, as vendas não apresentavam resultados consistentes, comportamento que mudou a partir do terceiro trimetre de 2017.

Os imóveis econômicos neste primeiro semestre destacaram-se 4.786 unidades comercializadas e a participação de 40% do total de vendas. No mesmo período do ano de 2017, essa participação era de apenas 13% com 1.005 unidades comercializadas.

Região de São Paulo com maior participação de vendas.

A região com a maior participação de vendas foi à zona oeste, com 26% do total comercializado no primeiro semestre. A zona Sul vem em seguida, com 24% do total, a zona Norte com 20%, a zona Leste com 17% e o Centro com 13%.

Vendas de Novos Imóveis na cidade de São Paulo.

A comercialização de imóveis novos neste primeiro semestre do ano também é próxima da registrada nos anos de 2011 e 2012, com 11, 7 mil e 12 mil unidades residenciais vendidas, respectivamente. Esse comportamento reafirma a reação do mercado imobiliário da Capital, iniciada no segundo semestre de 2017.